A importância da equipe multidisciplinar no tratamento da endometriose

A cada ano, aumenta o número de mulheres diagnosticadas com a endometriose. Considerada “a doença da mulher moderna”, essa patologia é uma das principais causas de infertilidade feminina da atualidade, estima-se que a endometriose acometa cerca de 6 milhões de mulheres em todo o Brasil, e que o diagnóstico leve em média 7 anos, o que agrava os sintomas e dificulta o tratamento.

As cólicas fortes progressivas, a dor pélvica crônica e a dispareunia (dor durante a relação sexual) são sintomas que impactam diretamente o dia a dia da mulher e afetam a sua qualidade de vida. Por isso, além do tratamento clínico e/ou cirúrgico, é imprescindível o acompanhamento multidisciplinar com a fisioterapeuta e psicóloga.

Essa combinação de profissionais é importante porque a equipe multidisciplinar atua de forma muito mais completa no tratamento da endometriose. Enquanto o ginecologista lida com os aspectos clínicos para eliminar os focos e impedir que a doença retorne, o fisioterapeuta auxilia no alívio das dores características da doença e o psicólogo oferece apoio e suporte nos sintomas emocionais da patologia.

Uma das questões em que a equipe multidisciplinar mais auxilia é no tratamento da Dispareunia. A dor durante a relação sexual (uma das queixas mais frequentes das pacientes) pode ser amenizada com a massagem perineal. A endometriose contribui para o tensionamento dos músculos vaginais. Essa técnica elimina os pontos de tensão nesses músculos, aliviando a dor.

Aspectos psicológicos

Buscar auxílio psicológico também é muito benéfico para o tratamento e pode ajudar a mulher a enfrentar os impactos emocionais da doença. Um dos problemas mais comuns é o medo da dor. A paciente pode não estar com dor, mas tem receio que ela volte e isso gera uma ansiedade, restringe a rotina e prejudica a qualidade de vida. É uma reação em cadeia.

Outro aspecto importante que pode ser trabalhado pelo psicólogo é a conscientização dos familiares sobre o enfrentamento da endometriose. Geralmente, a família e o parceiro não entendem, por isso em alguns casos é preciso levar o cônjuge/namorado para uma consulta com o ginecologista ou com a própria terapeuta para explicar como a doença funciona e como isso afeta a mulher. Em casos de dor na relação, a presença do marido é ainda mais importante. A pessoa que tem apoio consegue levar o tratamento de uma forma mais tranquila.

Mesmo que os tratamentos psicológicos e fisioterapêuticos contribuam para a melhora dos sintomas e da qualidade de vida, a mulher deve prosseguir com o acompanhamento médico. 

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